Metro Integral 20.07.05

O jornal Metro falou com o “Calú” (leram bem, é assim que vem escrito no jornal), que revelou como nasceram alguns êxitos da banda:
Homen do Leme, 1985
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“Foi uma das primeiras músicas que o Tim fez para a banda. Não sei bem por que é que ele a escreveu, mas revela os problemas sociais daquela altura. Éramos da classe operária e sentiamos as dificuldades naturais dos trabalhadores.”
Contentores, 1987
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“Outra música de carisma social, não era para ser editada porque não gostávamos dela quando a tocámos, mas o produtor Carlos Maria Trindade, escolheu-a para completar o àlbum. Fizemos uns arranjos e a coisa ficou engraçada. É uma letra que continua a ser actual. Eu, que não ligo muito às letras, acho que esta se adequa muito bem aos problemas que os jovens enfrentam hoje em dia. Fala de emigração: Vamos embora daqui que isto não presta para nada.”
Não Sou o Único, 1987
Letra: Zé Pedro
Música: Xutos & Pontapés
“É uma grande música do Zé Pedro, que nasce de um acaso. O Zé estava a fazer um exercício rítmico e começámos todos a tocar e ficou. O Cabeleira, que acabava de entrar para a banda, contribuiu muito. A esperança é a ultima coisa a morrer... e é uma das músicas mais conseguidas dos Xutos. Estávamos sem editora e quando a fizemos estávamos em grande luta.”
Circo de Feras, 1987
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“Grande música de amor. Sem palavras... É impossivel não a tocarmos hoje em dia.”
À minha maneira, 1988
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“O Zé Pedro teve sempre essa tendência de escrever letras muito directas. É mais uma canção de luta. Musicalmente vem na linha do Maria, mas acaba por ser muito divertida.”
Minha Casinha, 1988
Letra: Silva Tavares e António Melo
Música: Xutos & Pontapés (adaptação)
“É um hit por acaso. Nasce de uma brincadeira nos ensaios no Rock Rendez-Vous. Não sabiamos o que haviamos de pôr como letra. Inicialmente saiu como single, mas teve um sucesso estrondoso.”
Dia de São Receber, 1992
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“Foi uma música feita por mim. Um dia apresentei-a ao pessoal e todos gostaram. O Tim é que lhe pôs a letra. Eu tinha a ideia de pôr o Ai a minha vida, mas tirámos porque achámos que não ficava bem em CD. Depois o técnico de som disse: Desculpa lá mas tens de pôr isto. E assim foi”
Chuva Dissolvente, 1992
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“É uma música feita numa época extremamente má para os Xutos. Estávamos para acabar, e, como achava que a banda devia continuar, aluguei uma casa em Sintra, onde montei um estúdio, e fomos todos para lá gravar. Ficavamos lá, só o Tim é que ia dormir todos os dias a Lisboa. A letra surgiu da imagem com que ele ficou quando ia de madrugada pelo IC19. É uma música muito ligada á cidade. É quase um tema de catálogo, que se aprende a gostar com o tempo.”
Remar, Remar, 1984
Letra: Tim
Música: Xutos & Pontapés
“É a minha música de eleição, que transmite aquilo que os Xutos são hoje. Ficámos sem editora e investimos sozinhos, gravámos sozinhos...É um tema completamente fabuloso. Remar, remar contra a maré. Musicalmente é um dos melhores temas. É aquela musica do coração.”
Jornalista: Mary Caiado
Montagem Fotográfica: Sandra Cabral
3 Comments:
At 4:22 da tarde, julho 21, 2005,
Anónimo said…
Uau. Está lindo o teu site. Parabéns Sandra =)))
At 9:09 da tarde, julho 21, 2005,
Anónimo said…
Porreiro este blog sobre os MAIOREEEEEEEEES de portugal! ***
At 9:43 da manhã, julho 31, 2005,
Anónimo said…
Por acaso a imagem disso até está aqui:
http://xutos83.com.sapo.pt/PICT0003.jpg ;)
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